A Sala da Cidadania lembra os 40 anos do assassinato de Padre
Josimo Morais Tavares, símbolo da luta pela terra, pela dignidade e pela vida
dos trabalhadores do campo.
Padre Josimo tombou porque ousou defender os pobres, os
lavradores injustiçados e as famílias perseguidas pela concentração de terras e
pelo avanço da monocultura. No Bico do Papagaio (TO), tornou-se um dos maiores
ícones da luta pela reforma agrária e pelos direitos humanos no campo.
Assassinado em 1986, aos 33 anos, após sofrer ameaças de
fazendeiros da região, Padre Josimo deixou um legado de coragem, fé e
resistência que permanece vivo nas romarias da terra, nas comunidades e na
memória do povo.
O padre negro das sandálias surradas segue presente na
caminhada dos que lutam por justiça.
O sangue dos mártires continua germinando esperança pelos
caminhos da terra brasileira.
Padre Josimo vive!
A luta pela terra e pela dignidade humana continua.
40 anos após o assassinato de Padre Josimo Tavares, defender
direitos humanos segue sendo um ato de coragem no Maranhão.
A data de 10 de maio, instituída como Dia Estadual dos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, nasce da memória e da luta de Padre Josimo, assassinado em 1986 por defender trabalhadores rurais, a terra e os territórios contra o latifúndio e a violência no campo.
Décadas depois, a realidade ainda preocupa. Ameaças, criminalização e violência seguem atingindo lideranças quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco, trabalhadores rurais, comunicadores populares e defensoras comunitárias.
Defender direitos humanos não pode custar a vida.
Que a memória de Padre Josimo siga fortalecendo a luta em
cada território que resiste.
Dia 10 de maio de 1986, dia das Mães, há exatos 40 anos,
Padre Josimo Tavares foi assassinado covardemente em Imperatriz, no Maranhão.
Sua morte foi planejada por latifundiários inconformados com
a atuação do Padre Josimo e da Comissão Pastoral da Terra em favor dos
posseiros e dos lavradores sem terra.
Como sempre dizia o bispo dom Pedro Casaldáliga, “um povo que
não lembra de seus mártires, não merece sobreviver” e por isso, hoje, podemos
dizer bem alto que o Padre Josimo continua presente na consciência do povo e no
coração dos trabalhadores.
Padre Josimo Tavares: presente!







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