A Conferência Nacional dos Institutos Seculares do Brasil (CNISB) realizará, de 17 a 19 de julho de 2026, em São Paulo (SP), sua 28ª Assembleia Geral Ordinária Eletiva, reunindo representantes dos Institutos Seculares de todo o país para um tempo de oração, escuta, discernimento, formação e eleição do novo Conselho Nacional para o quadriênio 2026-2030.
A Assembleia será celebrada sob o tema “CNISB em caminhada
sinodal com a Igreja, peregrinos e peregrinas de esperança!” e inspirada pelo
lema “Avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4).
O encontro nacional é fruto de um intenso processo sinodal
vivido nos dez regionais da CNISB. Ao longo do primeiro semestre de 2026, foram
realizadas Assembleias Gerais Regionais, ocasiões de partilha, avaliação da
caminhada, eleição das coordenações regionais para o quadriênio 2026-2030 e
fortalecimento da comunhão entre os Institutos Seculares.
A presidente da CNISB, Moema Rodrigues Muricy, destacou a
importância desse caminho percorrido nos regionais.
“Tivemos a alegria de acompanhar as assembleias de todos os
regionais. Esse acompanhamento foi muito importante para conhecermos de perto a
realidade local. Destaco também a criação dos Regionais Norte e Pernambuco; com
isso, passamos a contar com dez regionais em todo o país”.
Consagrados seculares
Reflexão sobre a realidade brasileira e a missão dos
consagrados seculares
Entre os momentos mais significativos da Assembleia está a
reflexão sobre a conjuntura social brasileira. No atual contexto sociopolítico
brasileiro, a CNISB deseja aprofundar a reflexão sobre a missão dos consagrados
e consagradas seculares no testemunho do Evangelho e na promoção do bem
comum.
Como homens e mulheres chamados a viver a consagração no
coração das estruturas temporais, os membros dos Institutos Seculares são
convidados a conhecer e compreender a realidade onde exercem sua vocação e
missão. A reflexão será conduzida por Daniel Seidel, coordenador da Rede
Eclesial Justiça e Paz na Pátria Grande (América Latina e Caribe).
Em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
Outro momento importante da Assembleia será o estudo das
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032),
aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB e publicadas no Documento
114. As Diretrizes propõem uma Igreja em permanente estado de missão,
fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo
compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum. A
reflexão será conduzida pelo Padre Jean Poul Hansen, secretário executivo de
Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e integrante da
equipe de redação do documento.
A programação contempla ainda a reflexão sobre “A caminhada
sinodal nos Institutos Seculares: escutar, discernir e caminhar juntos”,
conduzida pelo padre Guilherme Maia, assessor da Comissão Episcopal para os
Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. A Assembleia culminará com a
eleição e posse do novo Conselho Nacional da CNISB para o quadriênio
2026-2030.
Consagração no mundo e compromisso com a realidade brasileira
A realização da Assembleia acontece em um contexto
particularmente significativo para o Brasil, marcado pelas eleições gerais de
2026. Para a CNISB, a vivência da consagração secular implica conhecer e
compreender a realidade onde os consagrados e consagradas são chamados a
testemunhar o Evangelho e exercer sua missão.
Por isso, ao longo deste ano, a Conferência promoverá
momentos de reflexão e oração inspirados na cartilha elaborada pela Comissão
para a Ação Sociotransformadora da CNBB para as Eleições 2026, favorecendo o
aprofundamento da consciência política dos cristãos e o discernimento diante
dos desafios da sociedade brasileira.
“É fundamental que todo consagrado e consagrada tenha pleno
conhecimento da conjuntura social e eclesial do nosso Brasil, para que possamos
responder com fidelidade à nossa vocação e missão, especialmente vivendo a
consagração secular”, afirma Moema Rodrigues Muricy.
Em um cenário marcado por desafios socioambientais,
desigualdades, polarizações, corrupção e descrédito nas instituições, a
Conferência entende que os consagrados e consagradas seculares são chamados a
desenvolver um olhar atento sobre a realidade, exercitando o discernimento e
contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e
solidária.
Marcos históricos para a Vida Consagrada Secular em 2027
A Assembleia Nacional de 2026 também será ocasião para
iniciar a preparação de duas importantes celebrações previstas para 2027: os 80
anos da Constituição Apostólica Provida Mater Ecclesia, promulgada pelo Papa
Pio XII em 1947 e que concedeu reconhecimento jurídico aos Institutos
Seculares, e os 55 anos de fundação da Conferência Nacional dos Institutos
Seculares do Brasil (CNISB).
Para a Conferência, essas datas representam uma oportunidade
privilegiada de fazer memória agradecida do caminho percorrido, aprofundar a
identidade da consagração secular e tornar mais conhecida esta vocação na
Igreja e na sociedade, chamada a ser sal, luz e fermento no coração do
mundo.
Ao concluir o convite à Assembleia, Moema Rodrigues Muricy
faz um apelo à oração de todos os consagrados e consagradas:
“É momento de nos unirmos em oração pela nossa Assembleia, para que possamos corresponder com fidelidade àquilo que o Espírito Santo nos inspirar. Que Nossa Senhora Aparecida abençoe nossos Institutos, os Regionais e a CNISB Nacional. Já avançamos muito, mas precisamos ir ainda mais além para responder, com coragem, à nossa vocação e missão na sociedade e na Igreja.”
O que são os Institutos Seculares?
“Vós sois sal da terra… Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5,
13-14)
Os Institutos Seculares são uma forma de Vida
Consagrada reconhecida pela Igreja, cujos membros professam os conselhos
evangélicos de castidade, pobreza e obediência, vivendo nas condições
ordinárias do mundo, sem a obrigação da vida comunitária e mantendo suas
profissões, residências e contexto social.
Homens e mulheres consagrados continuam exercendo suas
profissões, vivendo em suas famílias e ambientes sociais, buscando santificar o
mundo “a partir de dentro”, como fermento na massa.
São João Paulo II, na Exortação Apostólica Vita Consecrata,
definiu essa vocação como uma síntese de secularidade e consagração, chamada a
ser fermento de sabedoria e testemunhas da graça, infundindo na sociedade – na
política, na economia, na cultura e no cotidiano – as energias novas do Reino
para, com a força das bem-aventuranças, transfigurar o mundo a partir de
dentro.





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