24 de julho | Memória do martírio do Pe. Ezequiel Ramin

 


24 de julho | Memória do martírio do Pe. Ezequiel Ramin

Hoje 24 de Julho celebra-se a memória do Servo de Deus Padre Ezequiel Ramin que foi missionário além-fronteiras, sacerdote e consagrado a Deus para a Missão na Congregação dos Missionários Combonianos, nasceu em Padua-Itália, aos 9 de Fevereiro de 1953, em uma família simples e religiosa foi ordenado sacerdote em 29 de Setembro de 1980.

Em setembro de 1983, foi destinado a terras Brasileiras, para morar em Cacoal-RO na paróquia Sagrada família, Diocese de Ji-Paraná. Aos 24 de Julho de 1985, quando em missão de paz em favor dos indígenas e posseiros seu caminho foi interrompido pela maldade dos donos do poder.

Padre Ezequiel Ramin fez sua entrega plena ao Pai, juntando-se a multidão dos que alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro ( Ap 7,14).

Que sua memória seja honrada, que nos inspire a continuar denunciando as injustiças e anunciando o Reino.

Há vidas que, mesmo interrompidas pela violência, continuam a falar. A vida do Pe. Ezequiel Ramin é uma delas.

No dia 24 de julho de 1985, aos 32 anos, o jovem missionário comboniano foi @ss@ssin@do quando retornava de uma missão de paz. Naquele dia, havia ido ao encontro de trabalhadores rurais na Fazenda Catuva, em uma região marcada por graves conflitos pela terra. Sua intenção era evitar mais viol3nci@ e preservar vidas. No caminho de volta, foi surpreendido e m0rt0 por pist0l3ir0s.

O Pe. Ezequiel conhecia os riscos de sua missão. Já havia recebido @meaç@s por sua proximidade com os pobres, por sua defesa dos povos indígenas e dos trabalhadores rurais e por denunciar as injustiças que feriam a dignidade humana. Ainda assim, permaneceu fiel à sua vocação e à convicção de que “a fé precisa caminhar junto com a vida”.

Seu martírio não nasceu da busca pelo c0nfr0nt0, mas da escolha pela paz. Não foi resultado do 0di0, mas da fidelidade ao amor. Pe. Ezequiel morreu porque escolheu ficar ao lado daqueles cuja vida estava @meaç@da, fazendo do Evangelho uma presença concreta entre os mais pobres e abandonados.

“Querido irmão, se a minha vida lhe pertence, a minha morte também lhe pertencerá.”

Quarenta e um anos depois, fazemos memória da sua entrega em silêncio, gratidão e esperança. O s@ngu3 derramado naquela estrada tornou-se semente. Seu exemplo continua vivo na memória da Amazônia, do povo e em todos aqueles que acreditam que seguir Jesus também significa defender a vida, buscar a justiça e construir a paz.

Neste 24 de julho, recordamos o Pe. Ezequiel Ramin não apenas pela forma como morreu, mas, sobretudo, pela forma como escolheu viver: com os braços abertos, o coração junto ao povo e a vida inteira entregue à missão. 


Pe. Ezequiel Ramin presente! 





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